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domingo, 11 de agosto de 2013

Reportagem: Dia dos pais







"Meu pai é uma pessoa maravilhosa que eu amo muito. Os momentos mais felizes da minha vida eu passei com ele. Desejo a ele um feliz dia dos pais, pois ele é o melhor pai do mundo!" - Giza Thayla, 8° ano A.


"Meu pai é uma pessoa especial, companheiro, amigo e responsável que me educou através de bons exemplos, fortalecendo o vínculo familiar e cristão. Eu o amo de todo o meu coração. Muito o brigado pai querido." - Claudemir Campos, Coordenador.


" Meu  pai é uma pessoa legal que me ajuda nos piores momentos e sempre está comigo. Não tenho palavras para descrever o quanto o amo, mas apenas o desejo um feliz dia dos pais!" - Ana Rubya, 8° ano B.


"Meu pai é o melhor pai do mundo. Muito legal e eu o amo muito. Trabalhador, me escuta sempre que preciso e realiza meus desejos sempre que pode. Desejo a ele um feliz dia dos pais." - Rafael Parreira, 9° ano A.


"Meu pai é muito carinhoso, legal e maravilhoso. Sem ele, eu não seria nada, pois ele me ensinou a viver e a caminhar no caminho certo. Eu o amo muito e desejo a ele um feliz dia dos pais." - Evillyn Cristina, 8° ano C.


"Meu pai é uma pessoa especial, companheiro, amigo e responsável que me educou através de bons exemplos, fortalecendo o vínculo familiar e cristão. Eu o amo de todo o meu coração. Muito o brigado pai querido." - Claudemir Campos, Coordenador.


"Meu pai é um homem muito trabalhador, que se preocupa com o bem-estar da família e que sempre esteve presente. Não é muito de demonstrar carinho, mas é o jeito dele," - Waldiney Lisboa, Professor de Português.



E eu, em nome de todos os outros alunos e funcionários da escola José Mendes Martins, desejo hoje, um Feliz dia dos Pais a todos os pais que acessam o nosso blog e também ao meu pai, que é o meu herói! =)





Pesquisa por: Jennifer Lemos.



Professores da Rede Estadual entram em greve em Mato Grosso


Começa na próxima segunda-feira (12) a greve dos profissionais da educação da rede estadual de ensino de Mato Grosso por tempo indeterminado.
A paralisação foi deliberada em assembleia geral realizada nessa segunda-feira (5) na Escola Estadual Presidente Médici em Cuiabá. A categoria exige que o governo apresente proposta concreta sobre as reivindicações, entre elas, a dobra do poder de compra do salário dos trabalhadores em um prazo de 7 anos. 
Após 3 horas de discussões e avaliações sobre a pauta de reivindicações dos educadores em Mato Grosso, os profissionais aprovaram com grande maioria o início da greve geral. Cerca de 2 mil trabalhadores da educação, entre professores, técnicos e apoios administrativos participaram da assembleia geral. 
Noventa municípios estiveram representados na instância de deliberação. Presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) Henrique Lopes do Nascimento disse que a assembleia geral confirmou o sentimento dos trabalhadores que vinha sendo registrado nos últimos meses. O estado de greve desde abril não surtiu efeito no governo, que se limitou a responder à pauta de reivindicações sem apresentar propostas concretas de investimento em educação. 
A greve dos trabalhadores da educação em Mato Grosso exige a dobra do poder de compra dos educadores, imediata realização de concurso público, chamamento dos classificados do último concurso, garantia da hora-atividade para interinos, melhoria na infraestrutura das escolas, aplicação dos 35% dos recursos na educação como prevê a Constituição Estadual e autonomia da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) nos recursos devidos na área. 
Henrique destaca que a pauta atual já é conhecida do governo estadual e os trabalhadores não encontram respostas para avançar. "Exigimos uma política de estado, que transponha a política de governo. Quando se fala em Ensino Médio, nós temos além da ausência de instrumentos pedagógicos a falta de investimentos concretos em infraestrutura e pessoal". 
A greve tem apoio do Fórum Sindical, União dos Estadual dos Estudantes, Central única dos Trabalhadores, Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e Grêmio Estudantil da Escola Estadual Eucaris de Moraes Poconé. 
O primeiro ato público em manifestação será realizado no dia 13 na praça Alencastro em Cuiabá às 15h.(Com assessoria)


via: Repórter MT.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A Relação Escola x Violência

Para analisarmos como ocorre a relação entre escola e violência, temos que buscar entendê-la da forma que ela se insere na sociedade em que vivemos. Todas as situações que acontecem na escola são um reflexo da sociedade que a criou, assim, a maneira como a sociedade encara a violência em seu seio é a mesma que norteia seu enfrentamento dentro da escola. Nossa meio social prega a falsa sensação de sermos um povo ordeiro e pacífico, se pesquisarmos sobre o assunto logo descobrimos o quanto todos somos violentos. Queremos disciplinar tudo, mas tendemos ir naturalmente contra a disciplina.
Desemprego, renda, escolaridade, religião, cor, desestrutura familiar, dentre outros vários fatores são apontados como causas da violência que se instalou em nosso meio. Quando alguém comete inflações é comum que se escutar que será punido com o rigor da lei, caso seja apreendido. Não é difícil ter notícias de casos de abuso de autoridade, de excesso força e até brutalidade, por parte daqueles que deveriam zelar pela justiça e dar exemplos resolvendo os problemas de forma mais pacífica. É normal haver revolta da população contra os policiais, dos policiais contras os criminosos, constituindo um ciclo vicioso.
Definir o conceito de violência não é uma tarefa fácil, porque não encontramos respostas acabadas para traduzi-la, são muitas as variáveis que contribuem ou se relacionam com ela. Começa quando o próprio estado deixa de garantir os direitos que são assegurados aos cidadãos, e negando-os, causa uma violação generalizada que vem desencadear um estado de revolta. Para o povo, sem esperanças, o único caminho é se rebelar contra as imposições de deveres e obrigações sem os direitos defendidos. Quando a sociedade não consegue lidar com um dito “cidadão problema”, ela o exclui, é lhe negado o direito a educação, por exemplo.
Na escola não é diferente, tantas vezes os professores dizem-se sobrecarregados com as pressões do ambiente, jogam a responsabilidade de educar seus alunos apenas para os pais dos mesmos, quando na verdade o dever é da sociedade toda. E mais, angustiam-se ao ver alunos revoltados todos os dias, sem terem a consciência de que eles mesmos (os professores) podem ser causa de violência grave no ambiente de trabalho. Confundem autoridade com autoritarismo, manifestando ação violenta e sentindo a reação na própria pele. Não percebem que, muitas vezes, a falta de disciplina dos alunos é impulsionada pelo que eles recebem e simplesmente devolvem. Sempre há respeito entre as partes quando ele é recíproco, compete ao professor fazer reflexões sobre suas ações. O aluno repete o que aprende fora da escola, e ao trazer para o interior da instituição deve encontrar um ambiente que o ensine o que é tido como correto ou a cadeia se repete, e começamos a presenciar a violência aprendida dentro da escola e que levada para as ruas e atinge a todos.
Fingir que o problema não é nosso não significa que ele esteja resolvido. O que nos torna humanos é a capacidade de pensar, retiramos a mesma e regredimos ao estado biológico dos outros animais, agressivos, inconstantes, e sempre dispostos a guerrear seja por território, por relações ou por reações. É nossa natureza, está intrínseco em nós mesmos, e o professor, sendo autoritário, pode acabar ceifando no aluno a única chance que ele tenha de aprender a conviver forma civilizada.
É próprio da nossa cultura esse estado de guerra, é preciso driblá-la para injetarmos uma nova cultura de paz em nosso ventre e trabalhar com nossos jovens de forma a motivá-lo e não puni-lo. Aprendemos mais quando se estamos motivados, quando deixamos de aprender é porque perdemos o interesse por aquilo que nos é ensinado.
Precisamos educar as crianças para agirem de forma democrática, e conscientizar os adultos a agirem igualmente. Na escola, devemos começar quebrando falsas ideologias de que diretores, coordenadores, professores e funcionários são isentos de práticas violentas. Como enfatizamos uma sociedade violenta continua gerando o mesmo estado. Há violência quando a direção toma o patrimônio público como privado, e pune os funcionários, sendo autoritária e não exercendo uma gestão democrática. O mesmo pode-se dizer do professor que retira do aluno seus sonhos definindo como derrotado, ignorante, incapaz, e tantos outros rótulos. Alunos que convivem em meios assim irão repetir aquilo que aprenderam, e nesses casos, infelizmente temos apenas mais violência repassada de geração para geração.
Não há receita infalível que impeçam o acontecimento de situações que geram agressões, indisciplinas, depredações, e tantas outras formas de violência, o que podemos fazer é trabalhar para que mudemos a rota da educação punitiva para a educação direito e dever de todos. O jeito de educar precisa ser repensado, queremos trabalhar para mudar o que está errado, e não gerar mais erros, isso só será possível quando todos entenderem seus papéis, não de heróis que precisam de vilões, mas de educadores que precisam formar e serem formados constantemente.
O mundo real já é cruel demais para infundirmos nele mais orgulho, preconceito e desamor. A sociedade precisa de um pouco mais de poesia e menos crônicas repitam apenas o cotidiano. Somente assim, quando alguém falar: “- Você não consegue fazer nada contra mim!” Poderemos enfim responder: “- Exato, tudo que fazemos é a seu favor!”


Professor João Batista dos Santos

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